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Desde de que entrei na universidade, os questionamentos sobre a qualidade e o acesso a essa cantina do Setor já eram conhecidos como bandeiras históricas dos Centros Acadêmicos do Setor. Nunca se respeitou a voz da comunidade setorial, não temos nenhum sinal de concorrência a noite, ou de manhã, nas duas cantinas, a do setor de Saúde e a do Sociais Aplicadas. Sem opções, os mais de 5 mil estudantes dos dois setores ficam escravos dessas duas cantinas, que abusam de seus preços, tornando inviável que um estudante comum possa ter acesso a uma opção alimentar de qualidade, segura, e justa. As demandas dos usuários do setor, da comunidade universitária, essa vem sendo a briga mais persistente dos alunos e dos Centros Acadêmicos do Setor de Sociais Aplicadas há muito mais tempo do que imaginamos, mas hoje a comunidade setorial não poderia estar mais unida! Depois de muitos anos trabalhando juntos, depois de conversações, atos, manifestos, nós nos unimos para fazer um confronto direto, comercializamos uma opção mais barata, mais saudável e muito mais segura a quase metade do preço. Mostramos o que realmente significa a política de lucros abusivos, a exploração máxima, a verdadeira cara da iniciativa privada que vem devorando o nosso setor dia a dia e que não vai largar a teta tão cedo. Vivenciamos no ultimo semestre esta expressão dos Centros Acadêmicos do setor de Sociais Aplicadas quando venceria o contrato da cantineira, mas para a grande surpresa de todos, a mesma cantineira ganhou o contrato, agora pagando o dobro do aluguel que pagava antes... Este semestre não podemos desanimar, temos que estar todos juntos, estudantes, técnicos e professores, para banir de vez essa cantina privada de dentro do setor e pensar nossos espaços para novas alternativas de economia, mais inclusivas e sustentáveis, como a opção de termos cantinas servidas por cooperativas que trabalhem com o modelo de economia solidária. Nossos esforços se concentraram e encaminhamos um ofício ao chefe do Setor, informando as irregularidades apresentadas e exigindo o cumprimento do edital de licitação, que penalizava a cantineira e a impediria de concorrer em qualquer licitação publica. Nosso Ofício foi respondido com uma portaria da PRHAE, indicando uma comissão de usuários para avaliar os preços da cantina. Uma comissão indicada naquele oficio, que teria que aprovar os preços antes deles serem colocados em prática. Dessa comissão então participam: Portaria 747, de 14 de junho de 2007. Representantes Técnicos-Administrativos:MARIA HELENA VIEIRA, CECÍLIA MARIA POSSIDENTE. Representantes Discentes: DIEGO AGUILERA, TAMMY RIBEIRO. Representantes Docentes: MIRIAM ELIZABETH MENDES ANGELUCCI, RITA DE CASSIA LOPES. Pois é, eu no meio, não sei não me pergunte, nunca ouvi falar, só sei que to la.. e o resto, tomara que você conheça... temos nossos representantes setoriais, por que eles não participam desta comissão? Varias perguntas sem respostas, vários dribles e chutes pra fora e segue “Essa História da Cantina!” agora mais do que nunca precisando que os estudantes do Setor se mobilizem junto aos seus Centros Acadêmicos e apóiem as iniciativas, ajudem a construir os confrontos diretos, sejam parte dessa história e façam com que sejam ouvidos dentro da universidade! |